Inovação em tempos de crise

Artigo aborda estratégias para não ser atingido pelo turbilhão econômico vivido pelo país

Compartilhe:


Inovação em tempos de crise

Basta abrir o jornal ou qualquer portal de notícias para se deparar com o termo: CRISE. Empresas demitindo, investimentos sendo abortados, PIB negativo… A impressão geral é de que ninguém está escapando do mau momento vivido pela economia. Mas será verdade?

No artigo “Inovação em tempos de crise: é possível sobreviver e vencer em qualquer tempo”, Lucas Nobrega, Sales Development Representative da Inventta+bgi,explica como a inovação pode ser o caminho para se blindar dos efeitos negativos do atual cenário e apresenta exemplos de empresas que continuam crescendo a despeito de qualquer prognóstico.

Inovação em tempos de crise: é possível sobreviver e vencer em qualquer tempo

Segundo o The Global Innovation Index 2014, as dez economias mais inovadoras do mundo são Suíça, Reino Unido, Suécia, Finlândia, Holanda, Estados Unidos, Cingapura, Dinamarca, Luxemburgo e Hong Kong. O ranking, que reúne 143 países, deixa o Brasil na 61ª posição.

Com certeza esse dado não é o grande vilão da história, mas é mais um que se soma a diversos outros para explicar o momento ruim que vive o país: índice de desemprego batendo valores maiores que os de 2009; aumento dos impostos, alta na inflação e aumento do dólar, queda de confiança dos investidores, dentre outros indicadores que mostram que o cenário está desestabilizado. Além do Brasil, vários outros países também não estão indo de vento em popa, como Argentina, Venezuela, Rússia e até a China, que passa por uma turbulência em seu mercado.

A recessão, porém, parece não ter atingido todos. A rede de óculos Chilli Beans, por exemplo, aumentou seu faturamento em 20% entre 2013 e 2014 e continua crescendo. Outras empresas, como Google e Amazon, mesmo com suas matrizes fora do Brasil, também criaram estratégias para conseguir driblar esse grande rival do sucesso no mundo empreendedor e continuar prosperando em seus serviços, buscando entregar mais valor com foco nas necessidades reais de seus clientes.

O que essas empresas têm em comum pode ser definido como Inovação. Utilizando-se por definição que inovação é “a exploração com sucesso de novas ideias” e que gere resultado, de maneira a aumentar e levar ao sucesso seja no faturamento, nas vendas, na produção, na criação, etc. O implemento da inovação leva as empresas a terem uma nova visão sobre seu cenário de atuação, alterando seu comportamento e adotando novas estratégias visando sempre a melhoria contínua de suas ações.

Em 2001, a consultoria Bain & Company realizou uma pesquisa, publicada na Harward Business Review, com 377 empresas da lista das 500 maiores da Fortune. A análise apontou que todas passaram por momentos de crise econômica nas duas décadas anteriores, e que as mais bem-sucedidas foram exatamente aquelas que fugiram ao senso comum e às abordagens convencionais, que geralmente apontam para corte de investimentos em períodos de turbulência econômica.

Um exemplo citado pelo artigo da HBR é o da Arrow Electronics. No fim dos anos 1980, a empresa enfrentava sérios problemas financeiros e um período de baixa no setor. Diante desse cenário, a opção mais ortodoxa talvez seria cortar gastos, reduzir a produção e esperar que o mercado se reaquecesse. A Arrow, entretanto, partiu para uma série de aquisições que a permitiram aumentar as vendas em mais de 500% e tomar a liderança do mercado de um concorrente que era, anteriormente, duas vezes o seu tamanho.

Mas apostar na inovação não é uma estratégia restrita a empresas: em 1976, a Coreia do Sul, país de origem de empresas como LG e Hyundai, gastava cerca de 0,2% do PIB em Ciência e Tecnologia, passando para 1,6% em 1990, 2,6% em 2005 e chegando a 3,7% em 2012, percentual que continua se expandindo. Seu PIB passou de US$1.587 trilhões em 2011 para US$1.666 trilhões em 2013, resultado do contínuo investimento em P,D&I no país.

Vale citar também Israel, um dos países que mais investe em P,D&I na relação com o PIB (cerca de 4%), resultando em grandes avanços tecnológicos, como o acelerador do Instituto Weizmann da Ciência em Rehovot, um dos mais avançados em todo o mundo.

O futuro das empresas em momentos de crise está justamente no investimento em estratégias de inovação, gerando novos conhecimentos e agregando valor. Afinal, é na crise que surgem as oportunidades de pensar lateralmente e inovar.

 

cta-livro-fomento
Ir para o topo

Contato

Tem alguma dúvida? Estamos aqui para ajudar!

Entre em contato