Cinco boas práticas para fomentar a inovação nas organizações

Para se manterem competitivas é preciso alcançar um nível de excelência que exige atitudes e ideias inovadoras

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Publicado em 19/12/2017

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Atualmente, para se destacar no mercado, as empresas precisam estar em constante transformação e evolução. Para se manterem competitivas é preciso alcançar um nível de excelência que exige atitudes e ideias inovadoras. Nesta busca, por uma posição de vantagem no mercado, a inovação, principalmente a tecnológica – voltada para o desenvolvimento de novos ou aprimorados produtos ou processos – tem papel extremamente importante.

Entendemos que a inovação tecnológica se refere ao desenvolvimento ou aperfeiçoamento significativo em produtos, processos produtivos e serviços das organizações na busca pela diferenciação de mercado, melhoria na qualidade dos produtos e otimização de seus recursos.

Nesse contexto, iremos apresentar abaixo cinco boas práticas para fomentar a inovação nas organizações, com o objetivo de se alcançar melhores desempenhos pelas empresas de forma a tornarem rentáveis e competitivas.

 

1. Ter a inovação como um dos pilares da estratégia do negócio

A literatura apresenta diversas definições para estratégia de negócio, mas de forma geral, refere-se ao conjunto de decisões e ações, para alocação dos recursos da empresa, na busca por seus objetivos estratégicos. Não há modelo padrão de estratégia, mas a ideal é aquela que seja capaz de minimizar as ameaças externas e fraquezas internas, bem como explorar oportunidades.

Com o objetivo de fomentar a inovação na empresa, é importante que esta passe a ser parte da estratégia do negócio. Com este objetivo, a alta gestão deve estar engajada em promover e mostrar a importância da inovação para suportar o desenvolvimento e crescimento do negócio.

A estratégia do negócio, apesar de ser elaborada principalmente pela alta gestão das organizações, deve ser conhecida por todos os funcionários, pois são eles que irão realizar sua implantação. Com esta orientação Top/Down o processo de difusão da inovação dentro da organização ocorre de forma mais natural, com os demais funcionários se comprometendo e valorizando o tema.

 

2. Promover programas de parcerias para novos negócios e de geração de ideias para estimular a inovação na organização

As organizações que desejam fomentar a inovação em seus negócios precisam promover programas de geração de ideias. Atualmente o modelo de corporate venture, já bastante difundido nos Estados Unidos e Europa, tem sido cada vez mais comum nas corporações brasileiras. Trata-se de investimento feito por grandes empresas em startups e/ou ideias nascentes, que tenham potencial de gerar novos negócios. Para as organizações, mais importante do que o retorno do investimento é a capacidade de gerar maior vantagem competitiva, mais inovações e disponibilizá-las rapidamente no mercado. Para tanto, as empresas investem mais do que dinheiro, são disponibilizados: profissionais qualificados, tecnologia, toda estrutura operacional, nome no mercado, dentre outros inputs ao processo.

O corporate venture pode ser interno ou externo, como detalharemos abaixo:

  • Interno: é quando a grande empresa incentiva e proporciona toda a estrutura necessária para que seus próprios colaboradores desenvolvam ideias internamente, com o objetivo tanto de criar novos negócios quanto de solucionar problemas do negócio atual. São iniciados com estruturas simples até que as ideias mais promissoras ganhem porte o suficiente para gerar um spin-off e sejam capazes de seguir seus caminhos de forma independente da empresa-âncora.
  • Externo: é quando uma grande empresa promove programas junto a startups. As ideias geradas podem estar diretamente vinculadas ao negócio principal da empresa-âncora ou ainda relacionado a novas possibilidades de negócios ou mercados. Neste tipo de situação, a empresa principal investe nas startups e pode ou não as incorporar a sua estrutura.

 

A maior vantagem deste modelo, seja ele, interno ou externo, é a criação de um negócio fora da estrutura da empresa principal, sem todas as burocracias das grandes corporações, permitindo que as inovações sejam adotadas de forma mais ágil. Leia também o artigo “Por que ter uma estrutura independente dedicada à inovação?”

Outra maneira, mais simples, de estimular a inovação nas organizações é promover programas de geração de ideias com a participação dos colaboradores, de todos os níveis e áreas. Os programas devem ser moldados de acordo com a cultura e perfil da empresa, não havendo um modelo único e padrão a ser seguido.

O mais importante neste processo, para que os programas tenham aderência e gerem interesse nos colaboradores a partilharem suas ideias, é estabelecer mecanismos de reconhecimento com critérios meritocráticos, que sejam valorizados pelos funcionários, de forma a premiar as melhores ideias geradas.

 

3. Criar a “cultura” da inovação dentro da empresa

 Além de promover os programas de geração de ideias e parcerias é importante que se crie um ambiente propício para a inovação dentro das organizações. Um ambiente em que não haja o medo de errar ou de correr riscos na solução de problemas; em que sejam promovidos debates; em que haja abertura na comunicação; em que as lideranças incentivem os projetos de inovação apoiando seus funcionários durante todas as etapas do processo; e que ainda, as equipes tenham tempo para criar e colocar em prática suas ideias.

A cultura da inovação deve permear todas as áreas da organização e ser aceita e posta em prática por todos. A inovação deve ser um dos pilares que orientam a organização, tanto para elaboração do planejamento estratégico e na alocação e priorização de recursos, tanto financeiros quanto de pessoal.

 

4. Implementar um processo de Gestão da Inovação

Para o sucesso da inovação dentro da empresa é essencial que ela seja estruturada, monitorada e acompanhada, ou seja, que se organize um processo para gestão da inovação. A gestão dos projetos, com o controle de atividades, planejamento financeiro e controle de dispêndios são de suma importância para o bom andamento dos desenvolvimentos relacionados a inovação.

Com os controles e a gestão da inovação bem estruturados e informações de fácil acesso, é possível mensurar ganhos e auxiliar nos processos de tomada de decisões de forma mais eficiente e alinhada à estratégia da empresa. Ou ainda, corrigir possíveis erros de percurso e atuar mais prontamente, podendo antever problemas e evitando perdas significativas para a empresa.

 

5. Utilizar de apoios financeiros governamentais e privados voltados para inovação

Com o objetivo de promover a inovação e seu desenvolvimento dentro das organizações, o governo e a iniciativa privada disponibilizam mecanismos de apoio financeiro à inovação. Os mecanismos são divididos em duas categorias: apoios financeiros diretos ou apoios financeiros indiretos, que serão detalhadas e exemplificadas abaixo.

Para os apoios financeiros diretos iremos detalhar, os recursos oriundos da iniciativa privada e governamental.

O apoio financeiro direto do tipo privado corresponde a recursos monetários disponibilizados pela iniciativa privada, seja por meio de fundos de investimento ou investimentos diretos, voltados para o desenvolvimento de projetos ou de negócios voltados ao desenvolvimento de inovações. Podem ser subdivididos em: investidor anjo, capital semente, venture capital, corporate venture, dentre outros. Como exemplos podemos citar: Criatec, FIP INSEED FEMA, dentre outros.

O apoio financeiro direto do tipo governamental corresponde a programas de fomento que se caracterizam por financiamentos e empréstimos realizados pelos agentes governamentais para investimento em inovação por parte das empresas e instituições de pesquisa. Podem ser subdivididos em: recursos não reembolsáveis (que não precisam ser retornados), recursos reembolsáveis e recursos humanos para PD&I. Como exemplos de programas de fomento temos: BNDES Inovação, Inova Talentos, Subvenção Econômica, dentre outras.

Já os apoios financeiros indiretos são os incentivos fiscais que se dão por meio de uma redução de carga tributária. As empresas precisam atender as especificações das legislações, que vão desde regimes tributários específicos, investimentos em projetos de PD&I até regularidade fiscal. Como exemplos podemos citar a Lei do Bem, a Lei de Informática e outros.

A utilização de recursos financeiros voltados para a inovação é importante para que as empresas consigam investir, de forma a obter os retornos desejados e ainda compartilhar os riscos inerentes a este tipo de desenvolvimento com o governo e iniciativa privada. Contudo, é essencial que as organizações se estruturem para utilizar dos recursos financeiros externos. Isto devido a obrigações que devem ser prestadas tanto para os órgãos governamentais reguladores quanto para os financiadores/parceiros da iniciativa privada, com risco de sanções, pagamentos de juros e multas, bem como suspensão do repasse de verbas, devolução dos valores e risco de responder a processo judicial.

 

Sua empresa adota estas boas práticas?

 

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Ana Luisa Brum é graduada em Administração de Empresas e Pós-Graduada em Finanças pela Fundação Dom Cabral. Atua em projetos de incentivos fiscais à inovação tecnológica em clientes de diversos setores.


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