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O foco na inovação da Avenue Code

A inovação faz parte do DNA da empresa e agora colhe resultados positivos

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Uma empresa jovem que já se torna referência na boa gestão da inovação, buscando engajamento da equipe, estrutura organizacional horizontal, apoio da alta gestão e uso dos recursos financeiros para inovação.

Desde 2009 no Brasil, a Avenue Code é uma consultoria de software focada na entrega de soluções de transformação digital que vem ampliando rapidamente sua atuação. Confira os ingredientes do sucesso segundo Rodrigo Ragil, responsável pelo departamento jurídico e membro do Comitê de Inovação da Avenue Code. 

O que é inovação para a Avenue Code?

Uma definição que pode representar a forma como enxergamos a inovação internamente é a de que se trata de um processo ativo de criação e desenvolvimento de propostas de valor.

Inovar é um verbo utilizado em vários contextos, alguns mais amplos, outros mais restritos. Preferimos a visão instrumental, que associa a inovação a um “meio” ou “caminho”, à perspectiva “resultista”, e por vezes distante da realidade, que a coloca como uma descoberta final capaz de revolucionar um negócio ou mercado.

Inovar é um processo contínuo de experimentação focado na criação de valor para clientes e parceiros. Quanto maior a capacidade de a empresa criar propostas de valor consistentes e de testá-las de forma ágil no mercado, maior será a sua capacidade inovativa. No caso da Avenue Code, faz parte do nosso DNA fazer de cada desafio que surja no dia-a-dia uma oportunidade para propor soluções automatizadas e inovadoras.

Há uma área dedicada a inovação? Como está estruturada?

Embora a inovação, enquanto processo de exploração e experimentação, seja um elemento natural na forma como atuamos e prestamos serviços, a estruturação da inovação na Avenue Code é relativamente recente. Contamos com o apoio de parceiros especializados, como a ABGI, para compreender as possíveis formas de tracionar a criação e o aperfeiçoamento de propostas de valor, sempre focados nas expectativas de nossos clientes e na nossa visão de mercado.

Hoje, a Avenue Code conta com um comitê de inovação, composto por uma equipe crossfuncional e espalhada nos diferentes ecossistemas onde atuamos. O trabalho deste grupo passa pela operacionalização de um processo ativo de inovação composto por cinco etapas: (i) pesquisa de mercado; (ii) filtro de investimento com base em critérios definidos; (iii) análise de riscos e aderência; (iv) experimentação/testes; e (v) lançamento. O grupo é igualmente responsável pela realização de parcerias estratégicas e pela adesão de nossos colaboradores às iniciativas de inovação que propomos.

Como mantém o foco e o engajamento de toda equipe para a inovação?

O engajamento da equipe é fundamental para que se possa aproveitar de todas as potencialidades da inovação. Valorizamos a curiosidade e a experimentação não somente nos setores técnicos da empresa, mas também no back-office e nos demais setores internos.

A geração de ideias e de valor pode vir de qualquer lugar e o desafio é criar um ambiente em que as pessoas se sintam confortáveis e estimuladas a participar. Entendemos que uma estrutura horizontal, com canais de comunicação e acesso desburocratizados, é uma vantagem instrumental nesse sentido.

Nosso VP no Brasil dedica a tarde de todas as segundas-feiras para conversar sobre qualquer assunto com qualquer funcionário.

Este é um exemplo de como buscamos instrumentalizar a nossa estrutura horizontal. Isso ajuda a compreender as necessidades internas e a fazer com que nossos colaboradores se sintam parte da jornada de inovação na Avenue Code.

Como lidam com os riscos relacionados ao desenvolvimento de projetos inovadores?

Toda proposta de mudança, transformação ou aperfeiçoamento carrega riscos e incertezas. Lidamos de uma forma natural com este cenário e tentamos criar mecanismos internos para tornar as nossas propostas mais assertivas.

Inovar aproxima-se mais de um processo de experimentação em bases hipotéticas lógicas do que uma aventura idealista afastada do mercado e das necessidades de clientes. Outro aspecto que se mostra importante na análise de riscos é o elemento temporal. Inovar é um processo que na muitas vezes não traz resultados imediatos e a visão estratégica de médio-longo prazo é importante para que o processo de criação/insight e de experimentação atinja a maturidade suficiente para gerar os retornos esperados.

É frequente a realização de projetos em parceria como universidades, ICTs ou startups?

Não diria que se trata de um arranjo frequente, embora a parceria com universidades, ICTs e startups seja um dos nossos pilares estratégicos para os próximos anos. A Avenue Code tem uma importante raiz acadêmica, tendo a sua incorporação no Brasil sido fruto de uma importante parceria com a PUC Minas.

A aproximação com centros de pesquisa oferece ganhos de diversas naturezas, desde o acesso ao capital intelectual e a metodologias consistentes de pesquisa, até o contato com um mindset notadamente orientado a problemas coletivos e em geral desvinculados do imediatismo e da pressão por rápido retorno que observamos no mercado privado. Parcerias como estas oferecem um ambiente mais favorável à pesquisa e à experimentação e esperamos que os projetos em parceria com os centros acadêmicos se tornem cada vez mais comuns.

O que a Avenue Code enxerga de tendência para o mercado que atuam nos próximos anos?

Não poderia deixar de fazer uma projeção sem levar em consideração o momento pelo qual passamos. Os efeitos da pandemia foram devastadores em alguns setores, mas ofereceram algumas oportunidades para as empresas revisitarem e, se necessário, adaptarem seus modelos de negócio.

Uma academia, por exemplo, que teve de fechar suas unidades durante o período de isolamento social poderia apostar no mercado digital de aulas online ou mesmo começar a entregar equipamentos (como bike, esteiras, etc) nas residências de seus clientes e cobrar uma diária pelo serviço. Estas adaptações sempre existiram, mas agora elas se tornaram uma necessidade de sobrevivência para determinados empreendimentos. No fundo, o que quero dizer é que temos observado um movimento interessante, em que a inovação deixa de ser “apenas” uma vantagem competitiva no mercado, para se colocar como um importante mecanismo de sobrevivência para os próximos meses e anos, a depender dos efeitos desta crise.

Quais são os principais desafios para a Avenue Code inovar no Brasil?

Eu diria que os nossos desafios são compartilhados pela maioria das empresas que se propõem a desenvolver pesquisa e desenvolvimento. Há, no primeiro plano, um desafio cultural de inspirar e empoderar os funcionários a participarem do circuito de inovação criado nas empresas.

No segundo plano, há o desafio de se enxergar a inovação como um processo que, muitas das vezes, apenas deve atingir um nível de maturidade significativo no médio-longo prazo.

Em complemento, temos um desafio igualmente importante de se operar a inovação de forma ágil e a baixo custo. Isto requer um mecanismo eficiente de coleta de insights no mercado e um processo interno célere, idealmente apartado dos processos internos regulares da empresa, e capaz de realizar a triagem e a experimentação sem a necessidade de mobilização de muitas pessoas e recursos por parte da empresa.

Qual é a contribuição dos recursos financeiros para alavancar os projetos?

Não ter recursos disponíveis para a inovação significa, em última medida, que você terá de negociar internamente sobre o orçamento existente para produtos e serviços já validados e comercializados pela empresa. Esta é uma tarefa árdua, pois a promoção da inovação vem sempre acompanhada de incertezas e riscos.

É menos provável que pessoas com poder decisório desmobilizem recursos de produtos e serviços que já atendem necessidades mapeadas no mercado para investir em novas propostas de valor. A autonomia é um valor essencial neste contexto, e a autonomia de recursos financeiros para promover a experimentação oferece um ambiente mais propício para a criação de novas propostas de valor destacadas da estrutura, dos processos e da forma de trabalho originais. Sem recursos, fica comprometida a autonomia e, por consequência, a criação deste ambiente favorável.

Além disso, a disponibilidade de recursos financeiros internos e externos para a inovação possibilita a alavancagem mais ágil das ideias. O processo de experimentação é um movimento constante de ajustes internos sobre produtos e serviços e de validações externas junto a clientes e parceiros. A existência de um budget específico para operacionalizar este processo permite que este movimento in-out seja realizado mais vezes, de forma que as empresas conseguem validar a aderência das novas propostas de valor ao mercado de forma mais rápida. Isso otimiza o tempo e os recursos dedicados à inovação.

Rodrigo Ragil é responsável pelo departamento jurídico e membro do Comitê de Inovação da Avenue Code. Mestre em Direito Empresarial pela Universidade Federal de Minas Gerais e pós-graduado em Direito Internacional pelo Centro de Estudos em Direito e Negócios. Graduado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais, com formação complementar pela Université de Versailles (UVSQ, França).


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