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Presidente da ABEIFA fala do mercado de importados e as expectativas com a chegada do Rota 2030

José Luiz Gandini fala sobre o Rota 2030 para o setor automotivo e faz um balanço de como foi o Inovar-Auto

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Presidente da ABEIFA fala do mercado de importados e as expectativas com a chegada do Rota 2030

Nesta entrevista, o presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (ABEIFA), José Luiz Gandini, fala sobre o novo Programa do Governo, o Rota 2030 – Mobilidade e Logística, para o setor automotivo, e faz um balanço de como foi o Inovar-Auto, programa que se encerra no fim do ano. Atualmente, a ABEIFA é formada pelas marcas Aston Martin, BMW, BYD, Chery, Ferrari, Geely, Hafei, JAC Motors, Jaguar, Jinbei, Kia Motors, Lamborghini, Land Rover, Lifan, Maserati, Mini, Porsche, Rolls Royce, Suzuki e Volvo.

Para a associação, qual seria a principal mudança prevista no Rota 2030 em relação ao Inovar-Auto?

A principal mudança é a isonomia entre os veículos aqui fabricados e os veículos importados. Além disso, a possibilidade de termos previsibilidade na política industrial do setor automotivo brasileiro. Lembrando sempre que o imposto de importação de 35% já é um “pênalti” para o nosso setor.

Com o fim do Inovar-Auto, os importadores poderão novamente ofertar produtos sem barreiras tributária e de volume, entretanto, em um mercado desacelerado e com uma taxa cambial desfavorável. Quais ações são esperadas dos associados para contornar esses obstáculos?

Obviamente o nosso setor não terá a comercialização de volumes similar aos de 2011. Devemos fechar o ano de 2017 com vendas totais de 27 mil. E projetamos alcançar 40 mil unidades em 2018. De todo modo, os veículos importados terão preços mais competitivos, em especial em nichos de mercado.

Quais os benefícios previstos pelo Rota 2030 aos importadores, bem como quais obrigações deverão ser cumpridas?  Caso não haja obrigações a serem cumpridas, vocês imaginam algum cenário de investimento no Brasil, além da rede de vendas, tendo em vista que o programa terá 15 anos de duração?

Não teremos benefícios. Teremos isonomia, fator preponderante para o nosso setor.

O Rota 2030 pretende posicionar a indústria nacional no âmbito global, elevando o número de veículos exportados. Os veículos produzidos no Brasil terão o mesmo patamar tecnológico dos importados? Como isso pode afetar a importação de veículos?

O setor de importação de veículos automotores sempre será para complementar o portfólio de produtos da fabricação local. Nenhum país do mundo consegue produzir tudo até porque a escala de produção é determinante para se montar um fábrica. Nesse sentido, os veículos importados sempre serão uma referência de tecnologia, de motorização, de design e, principalmente, balizadores de preços finais ao consumidor. Certamente, o nosso setor auxiliará a indústria local a se modernizar.

Em termos de eficiência energética, espera-se que uma das vocações do P&D da indústria nacional seja a redução do gap existente entre etanol e gasolina. Por outro lado, especula-se que a oferta de veículos elétricos e híbridos continue sendo ditada por produtos importados. O que a associação espera do Rota 2030 para tornar a propulsão elétrica almejada pelo consumidor e não um sonho ainda muito distante?

O Brasil tem uma vocação inequívoca para os biocombustíveis. Por outro lado, entendemos que a propulsão elétrica não pode ser descartada. Trata-se de uma tendência mundial. Mas não haverá escala de produção que justifique fabricação maciça de veículos eletrificados. Por isso, os importadores terão uma oportunidade de trazer veículos elétricos e contribuir no acompanhamento dessa tecnologia.

Em termos de segurança veicular, é sabido que as tendências tecnológicas são introduzidas no país por produtos importados de mercados desenvolvidos. Pode-se esperar evoluções disruptivas incentivadas pelo Rota 2030, como veículos autônomos? E com relação à conectividade e mobilidade, como as importadoras podem contribuir para esse cenário?

Como ocorreu no início da abertura do mercado em 1990, o nosso setor pode sim contribuir muito com essas evoluções disruptivas. Porém, veículos autônomos, conectividade e mobilidade dependem de infraestrutura, geralmente sob responsabilidade do Estado.

Qual o maior aprendizado deixado pelo Inovar-Auto e como os envolvidos na definição de uma agenda setorial devem se unir em prol do desenvolvimento econômico nacional?

Ao setor de veículos importados, o aprendizado deixado pelo Inovar-Auto não foi salutar. Tratou-se de uma medida protecionista à indústria local.

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Graduado em Administração de Empresas, pela PUC Minas Gerais, José Luiz Gandini, 60 anos é presidente da ABEIFA – Associação Brasileira de Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores e também é presidente da Kia Motors e atua na área de construção civil e locação de imóveis industriais.


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