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ESG e Contabilidade

Discussões sobre padrões globais de contabilidade para práticas ESG tem tomado espaço.

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As pautas ESG (boas práticas ambientais, sociais e de governança, na sigla em inglês) vieram para ficar e vem sendo tratadas de forma prioritária pelo mercado e os clientes estão demandando, cada vez  mais, por produtos alinhados a esses objetivos.

As empresas que buscam ser transparentes nesse tema publicam (voluntariamente) relatórios de sustentabilidade. No entanto, não há uma padronização para esses relatórios. Assim, cada empresa utiliza uma parametrização que julga mais relevante, como por exemplo Global Reporting Initiative  (GRI), Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD), Climate Disclosure Standards Board  (CDSB), Sustainability Accounting Standards Board (SASB) e International Integrated Reporting Council  (IIRC).

Fato que, no final do dia, publicações baseadas em critérios diferentes, dificultam por exemplo a tomada de decisão de investimento. Por essa e outras razões, a parametrização de informações sobre questões ESG se mostra extremamente importante para as empresas avançarem no tema e organizarem a divulgação daquilo que estão fazendo.

E nesse sentido, as discussões sobre padrões globais de contabilidade para práticas ESG tem avançado! A Fundação das Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS Foundation) – organização internacional que dita as normas para a divulgação de demonstrações financeiras usadas em diversos países, incluindo o Brasil – anunciou recentemente a formação de um Comitê Internacional de Parâmetros de Sustentabilidade (ISSB, na sigla em inglês), com o objetivo de desenvolver uma base global para os mercados financeiros globais e divulgará em breve os primeiros rascunhos dessas normas.

Alinhado a essa tendência global de parametrização de informações ligadas a temática de ESG, aqui no Brasil, o Banco Central já impôs novas regras sobre a gestão e divulgação de informações sobre riscos e oportunidades relacionadas a ESG para instituições financeiras.

No final de 2021, a CVM (Comissão de Valores Imobiliários) publicou a Resolução n.º 59/2021, instituindo padrões para as práticas ESG a partir de 2023, adotando um novo formulário de referência (documento que contém as principais informações sobre as empresas) que passará a exigir dados de ESG.

Assim, as companhias abertas brasileiras terão que ser mais transparentes em relação às suas práticas ambientais, sociais e de governança e quanto aos indicadores de ESG deverão sinalizar se divulgam informações em relatório anual ou outro documento específico e, em caso positivo, indicar:

  • 1. o endereço eletrônico onde tal relatório ou documento estará disponível ao público;
  • 2. a metodologia ou padrão seguido na elaboração de tal relatório ou documento;
  • 3. se o relatório é ou não auditado ou revisado por alguma entidade independente (e, em caso
  • positivo, identificando o nome da referida entidade);
  • 4. os indicadores-chave de desempenho ESG e os indicadores materiais para o emissor;
  • 5. se o relatório ou documento considera os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (“ODS”), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas e, em caso positivo, quais os ODSs relevantes para os negócios do emissor;
  • 6. se o relatório ou documento considera as recomendações da Força-Tarefa para Divulgações Financeiras Relacionadas às Mudanças Climáticas (“TCFD”) ou as recomendações de
  • divulgações financeiras de outras entidades reconhecidas e que sejam relacionadas a questões climáticas;
  • 7. o fato de o emissor realizar ou não inventários de emissão de gases do efeito estufa, dentre outros.

Importante destacar que, com o avanço dessas discussões sobre os padrões globais de contabilidade para ESG as empresas serão cada vez mais pressionadas para adotar, medir e divulgar suas estratégias e impactos socioambientais. E isso avançará sobre outras empresas, não somente as grandes companhias de capital aberto. Acompanharemos esse avanço para toda a cadeia de suprimentos, de ESG. Ou seja, essas exigências vão atingir, em graus diferentes, grande parte das empresas que atuam no Brasil.

Assim fica a reflexão: Como sua empresa está se preparando para esse momento?

  • Possui e analisa a estratégia de gestão e risco, incorporando aspectos ESG?
  • Conhece as iniciativas internas de ESG?
  • Já definiu itens materiais que serão avaliados e cobrados?
  • Construiu matriz de materialidade?
  • Elabora relatórios com informações ESG? Se sim, qual a metodologia utilizada?
  • Possui maturidade suficiente para captar recursos financeiros, também para iniciativas de ESG?

Essas reflexões irão apoiar não apenas ao atendimento das exigências que estão por vir, mas também para a inovação organizacional e maior competitividade da empresa.

A equipe Abgi possui especialistas na temática ESG e terá um grande prazer em discutir esses e outros pontos com você.


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