Cadeia de Autopeças: Os resultados do Inovar-Auto e as perspectivas com o Rota 2030

Rota 2030 promete beneficiar empresas do setor de autopeças

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O setor de autopeças é um importante player da cadeia automotiva, e o governo vem estruturando soluções para aumentar a competitividade destas empresas, por meio de uma nova política industrial dirigida ao setor automotivo, denominada Rota 2030. Para o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), o programa é a chance de melhorar também a competitividade internacional do setor.

Desde 2006, auxiliamos o setor automotivo a se tornar mais competitivo e inovador, por meio da efetiva operacionalização de recursos financeiros à inovação, tais como a Lei do Bem, Inovar-Auto e fontes de fomento, promovendo:

  • Maior segurança no atendimento às exigências governamentais.
  • Redução da insegurança jurídica na aplicação da legislação.

Entenda todo o contexto e como a sua empresa pode se beneficiar do novo programa.

 

Sobre o Inovar-Auto

A atual política industrial do setor automotivo, denominada “Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores – Inovar-Auto”, entrou em vigor em janeiro de 2013 e tem validade até final de 2017.

Esse programa concede às montadoras créditos presumidos de IPI sobre aquisições de insumos estratégicos e ferramentaria, dispêndios com pesquisa e desenvolvimento (P&D) e gastos com engenharia, tecnologia industrial básica e capacitação de fornecedores.

Dentre os principais objetivos do programa, podemos citar o estímulo ao aumento do conteúdo regional na produção, medido pelo volume de aquisições de peças e insumos estratégicos, a garantia do investimento em P&D, o aumento do volume de gastos em Engenharia, Tecnologia Industrial Básica e Capacitação de Fornecedores e o aumento da eficiência energética dos veículos, através da etiquetagem veicular e redução da emissão de CO2, definindo níveis aceitáveis.

O programa proporcionou a vinda de novas montadoras para o país, o aumento da capacidade produtiva e uma obrigatoriedade de aumento do conteúdo local de autopeças. Houve ainda uma redução das importações de veículos, com incremento da eficiência energética de veículos leves desenvolvidos localmente, bem como aumento no investimento em P&D, principalmente em tecnologias de motores, com significativa redução de emissões e consumo de combustíveis.

Entretanto, o programa não beneficiou diretamente os fornecedores da cadeia automotiva, tais como o setor de autopeças, uma vez que não foram direcionados créditos e benefícios aos mesmos. O que se esperava era um aumento na compra de insumos estratégicos e ferramentaria de fornecedores locais, mas estima-se que este aumento não ocorreu de forma significativa, uma vez que o setor automotivo se enfraqueceu e a produção de veículos reduziu durante a vigência da política, devido à crise econômica enfrentada.

Além disto, os fornecedores enfrentaram uma série de obrigatoriedades referentes ao controle de seus conteúdos, repassando a cada mês para as montadoras as informações de procedência dos produtos comercializados para inclusão no Sistema de Rastreabilidade.

Com o fim do Inovar-Auto e a recente condenação pela Organização Mundial do Comércio (OMC), o Governo Federal prepara uma nova política de incentivos ao setor automotivo, denominada Rota 2030. O novo programa visa reforçar seu principal sucesso, relacionado a melhoria obrigatória dos níveis de eficiência energética dos veículos brasileiros e buscar soluções para o incentivo ao desenvolvimento da cadeia automotiva como um todo, no qual se incluem os fabricantes de autopeças que ficaram de fora dos benefícios do programa.

 

O novo programa automotivo: Rota 2030

Sob o comando do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o Rota 2030 está sendo elaborado por grupos de trabalho que reúnem representantes do governo e da indústria, responsáveis por identificar os problemas e desafios de toda a cadeia produtiva do setor automotivo, e propor soluções e propostas para a nova política.

O programa Rota 2030 será publicado em breve, e objetiva a criação de marcos regulatórios para o setor automotivo a partir de 1º de janeiro de 2018, uma vez que o Inovar-Auto termina no próximo dia 31 de dezembro de 2017.

O novo programa visa estabelecer novas metas e incentivos às indústrias da cadeia automotiva por um período de 15 anos, com 3 ciclos de desenvolvimento, possibilitando metas e projetos de longo prazo.

Os grupos de trabalho focaram esforços nas seguintes temáticas:

  • Recuperação e reestruturação da base de fornecedores;
  • Pesquisa e Desenvolvimento, Engenharia, Conectividade, Carro Elétrico, Manufatura 4.0, entre outros;
  • Localização de tecnologias;
  • Eficiência Energética;
  • Segurança e Inspeção veicular;
  • Produção de baixo volume, envolvendo veículos premium e sistemas automotivos estratégicos;
  • Programa de Apoio ao Desenvolvimento e à Produção de Produtos Eletrônicos Automotivos (Eletrônica embarcada);
  • Regime tributário.

Com este novo programa, espera-se fornecer maior previsibilidade e segurança para que as montadoras e empresas do setor de autopeças estruturem sua estratégia de investimentos em longo prazo.

O programa pretende apoiar o setor automotivo no desenvolvimento e produção de veículos “exportáveis”, incluindo metas de segurança veicular e eficiência energética mais rigorosas.

Com a concessão de incentivos fiscais também para as fabricantes de componentes, espera-se a realização de soluções tecnológicas conjuntas com as montadoras, a redução de custos no desenvolvimento de novos produtos, tecnologias e processos, além da diminuição de flutuações de mercado nas negociações das montadoras com as empresas de autopeças.

Outro objetivo é prover mais oportunidades para que as fabricantes de componentes acessem programas de fomento à inovação e ainda iniciativas de treinamentos e capacitações.

Para isso, é importante que o setor de autopeças se prepare para a ampla utilização do Rota 2030, com:

  • Implementação de melhores controles de suas despesas com projetos de P&D e Engenharia;
  • Ações estruturantes, tais como treinamentos da equipe;
  • Construção de laboratórios destinados à pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e processos.

 

Veja a entrevista que realizamos com o Sr. Gilmar Laignier, gerente de desenvolvimento de negócios da Fiat Chrysler, e diretor de Novas Políticas Setoriais da AEA, que nos apresenta um panorama dos programas e demonstrando os ganhos do Inovar-Auto e o que se espera com o Rota 2030.

 

Nossa atuação

Estamos prontos para auxiliar as empresas do setor de autopeças em seus novos desafios no Rota 2030.

No Inovar-Auto, apoiamos as empresas desde a habilitação, consultoria para análise de projetos e investimentos, melhoria de controles de dispêndios, apuração do crédito, prestação de contas, capacitação da equipe, até a gestão de riscos. Acima de tudo, apoiamos principalmente na tomada de decisão, compartilhando conhecimento e experiência, com monitoramento ativo da legislação e ações dos ministérios.

Acreditamos que a base para a qualidade do nosso trabalho está no tempo dedicado à estudos, busca por mais informações e participação ativa em grupos de discussão.

  • 24 análises publicadas
  • 1.250 horas de estudo e de grupos de discussão
  • Coordenação do Grupo de Trabalho Inovar-Auto da AEA
  • Participação no Grupo de Trabalho Rota 2030 da AEA
  • Relacionamento próximo com o MDIC e o MCTIC para entender as orientações
  • Contribuição em consultas públicas

A partir de critérios sólidos e de construção de cenários, estamos conduzindo os clientes a trilharem caminhos ponderados e a continuarem a investir em projetos de inovação e de engenharia.

  • 23% das montadoras habilitadas optaram por ter a Inventta+bgi como parceira no Inovar-Auto
  • 3.000 projetos de PD&I e engenharia analisados, de 2013 a 2016
  • 0% dos nossos clientes sofreram sanções ou penalidades

Sua empresa está preparada? Entre em contato para conhecer nossa metodologia de trabalho.

 

Autora:

Marina Loures é Innovation Manager na Inventta+bgi, graduada em Engenharia de Controle e Automação pela UFMG e mestrado em Engenharia Elétrica pela UFMG. Atua como gestora em projetos de Lei do Bem, captação de recursos junto a órgãos de fomento, estruturação de centros de pesquisa e estratégia para inovação e Inovar-Auto em clientes de diversos setores.

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