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Cooperações internacionais para fomento à inovação

O compartilhamento das atividades de PD&I, ultrapassa não só as fronteiras das organizações, mas também dos países

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Cooperações internacionais para fomento à inovação

O modelo de gestão da inovação em que produtos, processos e serviços são criados de forma isolada em cada organização, tem se tornado menos comum conforme as organizações passam a enxergar a inovação aberta como uma possibilidade de compartilhar conhecimentos, recursos e riscos, gerando soluções inovadoras de forma mais eficiente.

No processo de inovação aberta, muitas vezes o compartilhamento das atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), ultrapassa não só as fronteiras das organizações, mas também dos países, possibilitando o desenvolvimento de novas soluções que permitam gerar crescimento econômico e social para as nações envolvidas.

Nesse contexto, existem instrumentos específicos com recursos financeiros destinados a apoiar a cooperação entre o Brasil e outros países, seja por meio da formação de consórcios de instituições para realização de atividades PD&I ou por meio de acordos bilaterais, entre as instituições de fomento do Brasil e os órgãos de fomento de outros países. Entre os objetivos destes instrumentos estão: a intensificação do intercâmbio de pesquisadores e técnicos entre as nações; o compartilhamento de infraestruturas de pesquisa de ponta; a cooperação em atividades de PD&I para desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços de alcance global; a internacionalização de startups.

Apesar da existência destes instrumentos, os mesmos ainda são pouco acessados pelas empresas no Brasil, seja pelo desconhecimento destas oportunidades ou pela dificuldade de operacionalizar a cooperação.

Neste sentido, consolidamos no infográfico abaixo, os principais instrumentos vigentes de apoio à inovação que envolvem cooperações internacionais, bem como um framework de como acessar estes instrumentos.

Oportunidades de fomento internacional

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Como acessar as oportunidades

O acesso aos instrumentos de fomento à inovação que envolvem cooperação internacional inicia-se com a busca de parceiros para formação da cooperação bilateral ou do consórcio, seguida da elaboração da proposta de cooperação em PD&I, submissão da proposta e demais documentações exigidas para avaliação dos órgãos de fomento competentes de cada país e posterior contratação do projeto.

O framework a seguir representa as principais etapas deste processo e um descritivo das ações a serem realizadas em cada uma.

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Para avaliar as melhores práticas para captação de recursos no contexto do fomento internacional, é importante ressaltar que:

  • A proposta deve resultar na pesquisa e/ou desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços com aplicação industrial destinados à comercialização nos mercados domésticos e/ou globais;
  • O novo produto, processo ou serviço deve ser inovador, possuir potencial de mercado relevante, risco tecnológico e acrescentar valor às economias de ambos os países envolvidos na cooperação;
  • As instituições proponentes devem apresentar uma estratégia que, considerando seus aspectos tecnológicos, comerciais e financeiros, demonstre seu potencial para introduzir o novo produto/processo/serviço nos mercados de ambos os países e/ou de terceiros países;
  • Na elaboração da proposta, os seguintes aspectos devem estar claros: motivação/importância da cooperação internacional, grau de inovação da proposta, mérito científico, qualidade, potencial de criação de valor, potencial de mercado, competitividade, impactos sociais e ambientais;
  • O projeto deve demonstrar equilíbrio adequado e complementaridade entre os dois parceiros, em relação às fases de PD&I;
  • O projeto deverá apresentar uma clara vantagem competitiva e proposta de valor diferenciada como resultado da cooperação entre os participantes dos países envolvidos (aumento da base de conhecimento, acesso à infraestrutura de PD&I, novos campos de aplicação, por exemplo).

Nos últimos anos tem ocorrido um movimento crescente de programas de fomento a ciência, tecnologia e inovação, envolvendo a formação de cooperações internacionais, a fim de apoiar o desenvolvimento de projetos de PD&I que ultrapassem as fronteiras do país.

Apesar da aparente complexidade do ponto de vista operacional, estes programas podem ser muito vantajosos para os parceiros envolvidos, tanto pela ótica financeira – por permitirem o acesso a recursos por meio de instrumentos nacionais e internacionais de fomento à inovação – quanto pela ótica do compartilhamento de conhecimentos, tecnologias e competências.

A ABGI possui toda a experiência necessária para auxiliar as empresas interessadas em submeter projetos para habilitação em chamadas de cooperação internacional, e pode contribuir no monitoramento de oportunidades, busca de parceiros e elaboração do projeto de inovação nas mais diversas áreas.

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Graduada em Engenharia de Produção pela UFMG. Mestrado em Administração com ênfase em Estratégia e Gestão da Inovação pela UFMG. Atua em projetos relacionados a incentivos fiscais e captação de recursos para inovação tecnológica; estruturação de processos e sistemas para gestão dos recursos financeiros à inovação; estruturação de centros de P,D&I; parceria ICT- empresa; gestão de portfólio; e mapeamento de tecnologias em grandes empresas de diferentes setores.

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