Investir em P&D é caminho rumo à competitividade

Estruturar centros próprios de P&D e firmar parcerias com startups se tornou um caminho para as empresas que buscam se diferenciar no mercado

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A alta competitividade imposta pela globalização torna a atividade de pesquisa e desenvolvimento (P&D) essencial para as empresas que desejam sobreviver nos dias atuais. Com isso, cada vez mais o êxito empresarial depende da capacidade de inovar tecnologicamente, colocando novos produtos no mercado, com menor custo, melhor qualidade, beneficiando o cliente e, principalmente, com mais rapidez que os concorrentes. Por se tratar de um diferencial competitivo, as companhias com efetivo interesse em inovar passaram a investir em centros próprios de P&D e também a procurar parcerias com outros atores, como startups, em busca de apoio na área de inovação e tecnologia.

A atividade de P&D é uma das principais fontes de mudança organizacional de uma empresa e requer o desenvolvimento de projetos que, muitas vezes, não fazem parte da rotina dos profissionais. Além disso, essas iniciativas podem trazer níveis de incertezas consideráveis, mas, em contrapartida, são capazes de transformar ciência em tecnologia e trazer novas oportunidades de negócios, bem como levar riqueza para toda a cadeia produtiva e garantir o acesso ao mercado.

Para contar com um centro próprio de P&D, torna-se imprescindível que o planejamento global da empresa esteja engajado com: a atividade de pesquisa, a visão de médio e longo prazo, o bom alinhamento no processo decisório no âmbito estratégico e em decisões técnicas, a rápida identificação de oportunidades e de potenciais ameaças tecnológicas e com as fontes de recursos financeiros e incentivos fiscais para redução dos custos com essas atividades.

Recorrer a startups também se tornou vantajoso para as empresas. Isso porque, muitas vezes, é possível encontrar um serviço na medida para a demanda, bem como pode ser um caminho para resolver problemas e repensar parte dos negócios. Vale ressaltar que, ao se aproximar dessa nova geração de empreendedores, as organizações passam a aproveitar as ideias que eles têm a oferecer com eficiência, rapidez e baixo custo.

 

Estruturação

Para estruturar um centro de P&D no ambiente organizacional é necessário analisar sua viabilidade. É preciso considerar, dentre outros pontos:

  • Desenvolvimento de um plano de negócios;
  • Definição do modelo jurídico e fiscal ideal para estruturação do centro de P&D, conforme estratégia da empresa, possibilidade de captação de recursos e relacionamento com possíveis parceiros;
  • Adaptação e estruturação das atividades de P&D para atendimento dos requisitos de um centro de P&D, de acordo com as normas locais e internacionais;
  • Seleção, contratação e capacitação das equipes (pesquisadores e profissionais de apoio técnico);
  • Definição da infraestrutura de laboratório necessária e da rede de parceiros para apoio técnico;
  • Estruturação da gestão dos projetos de P&D e inovação;
  • Definição da política de propriedade intelectual;
  • Planejamento para divulgação do centro para potenciais patrocinadores;
  • Engajamento da equipe nas tendências tecnológicas do setor de atuação e em temas de apoio à inovação, como captação de recursos e incentivos fiscais;
  • Avaliação do desempenho da equipe na condução dos primeiros estudos.

 

Recursos financeiros para inovação

Outro fator importante na estruturação de um centro de P&D é a alocação de recursos financeiros para custear as atividades. Atualmente, os investimentos das empresas em P&D podem variar de 0,5% a 15% do faturamento. As companhias multinacionais investem, em média, mais nessa área do que as nacionais. A falta ou a baixa intensidade de P&D nas organizações, frequentemente, está associada à estagnação ou ao declínio da empresa frente ao quadro econômico da concorrência acirrada em que está inserida.

O Brasil tem avançado no número e na eficiência dos mecanismos para promoção de um ambiente propício à instalação de centros de P&D. Hoje, já é possível contar com a Lei de Inovação, com instrumentos de subvenção econômica e incentivos fiscais à inovação tecnológica (Lei do Bem).

Um estudo do modelo jurídico e fiscal mais adequado à estratégia da empresa e as oportunidades de recursos financeiros à inovação (incentivos fiscais, recursos não reembolsáveis, reembolsáveis, etc.) permite a otimização das oportunidades, e consequentemente uma redução direta ou indiretamente dos custos com o centro de P&D.

Para exemplificar, dependendo do modelo jurídico e fiscal definido para estruturação do centro de P&D, esse pode não ter acesso aos incentivos fiscais da Lei do Bem e ao mesmo tempo maior disponibilidade de programas de recursos não reembolsáveis. É sem dúvida, uma questão que merece atenção especial das empresas.

 

Relacionamento com startups

Ao buscar empresas inovadoras, as organizações têm o intuito de acessar tecnologias, descobrir novos produtos e experimentar novos modelos de negócios. A sinergia de startups com as grandes empresas ocorre a partir do momento em que o empreendedor é o mais adequado a um determinado projeto da companhia. Também há organizações que optam em montar um escritório para hospedar a startup escolhida.

O caminho sempre dependerá da estratégia a ser adotada pela empresa e da forma de como se pretende viabilizar financeiramente essa parceria, como por exemplo, por meio de uma política de corporate venture, termos de parceria, contratos de prestação de serviços etc.

É importante notar que para algumas empresas e startups o relacionamento tem sido um grande desafio, visto que ainda existe uma larga diferença de cultura entre as organizações. De um lado, grandes companhias com políticas burocráticas tendo em vista legislações nacionais e internacionais, e de outro, startups, com processos mais enxutos e céleres.

 

Resultados

Muitos são os resultados que as organizações devem visar ao investir em P&D. Em termos de relevância, é possível elencar:

  • Desenvolvimento de novos produtos;
  • Aprimoramento de produtos (bens/serviços);
  • Desenvolvimento de novos processos de produção;
  • Aperfeiçoamento de processos de produção;
  • Identificação de novas oportunidades de negócios além do core business da empresa;
  • Capacitação de recursos humanos;
  • Apoio técnico a outras áreas (como produção e marketing).

 

O êxito das organizações está diretamente relacionado ao engajamento das pessoas, em nível estratégico, no desenvolvimento das atividades relacionadas à P&D. Vale ressaltar que o investimento das companhias nessa área também beneficia diretamente o crescimento da economia do país. Indiretamente, promove benefícios ainda maiores na economia local, com o fortalecimento do sistema nacional de inovação, estímulo à cultura de inovação e retenção de profissionais qualificados.

A Inventta+bgi auxilia empresas que desejam estruturar um centro de P&D, auxiliando na definição do modelo jurídico e fiscal mais adequado, assim como na estruturação da gestão dos processos de inovação. Além disso, contribuir na busca pelas oportunidades de fomento e incentivos fiscais para viabilizar a estrutura de P&D e, posteriormente, o portfólio.

 

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