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Os desafios dos gestores de inovação

Os gestores estão lidando com cenários cada vez mais complexos, por isso, é importante falarmos em inovação da gestão

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A inovação é uma palavra que traz, embutida em si mesma, a ideia de desafio. Afinal de contas, estamos falando de uma mudança paradigmática do status quo, saindo da zona de conforto para ousar e procurar alternativas mais inteligentes para os problemas apresentados no cotidiano. Acontece que, muitas vezes, os gestores de diversas empresas pensam no conceito de inovação de uma forma restrita ou apenas ligada à inovação disruptiva. Por isso, é cada vez mais importante falarmos em inovação da gestão.

Atualmente, muitas empresas brasileiras estão engessadas em modelos estruturais ultrapassados, encarando os funcionários da linha de frente como meros executores, o que acarreta uma supressão total de qualquer iniciativa por parte deles para contribuir com a inovação e o progresso da empresa. Além disso, quando o assunto é abordado, as organizações imaginam que deva existir um setor isolado na empresa ligado à inovação, quando o ideal é haver uma sinergia entre a direção e todos os colaboradores.

O assunto é delicado, por isso resolvemos trazer alguns dos principais desafios ligados à inovação nas empresas. Confira a seguir!

 

Liderança: um papel ausente nas organizações brasileiras

Gestão de pessoas ou gestão com pessoas? Chefiar ou liderar? Pode não parecer, mas esses conceitos são antagônicos e podem levar a erros se forem mal interpretados.

A gestão de pessoas pressupõe a existência de uma chefia capaz de controlar as ações dos seus subordinados, ou seja, é responsável por supervisionar e cobrar. Há uma centralização, portanto. No outro polo, quando pensamos na gestão com pessoas, imaginamos rapidamente a ideia de colaboração e motivação, e por isso o papel do líder é mais eficaz.

Líder e chefe são dois conceitos distintos. Líderes são capazes de inspirar as pessoas e possuem uma relação horizontal com elas, ou seja, são capazes de interagir, escutar, propor e aceitar propostas. Esses líderes, portanto, são formados por um processo que envolve uma relação mais informal e uma aceitação do grupo. Chefes, por outro lado, são definidos pelo próprio organograma da empresa, uma relação vertical e, por isso, possuem uma autoridade funcional, e não uma autoridade conquistada no grupo.

Líderes são mais eficazes nas empresas inovadoras, principalmente quando consideramos o novo perfil dos profissionais, que requer mais autonomia e mais desafios.

Acontece que nem sempre é possível encontrar esses líderes, e muitas empresas ainda enfrentam uma resistência muito grande em substituir o conceito de chefia pelo conceito de liderança. O resultado é simples: inseridas em um ambiente cada vez mais flexível e dinâmico, essas empresas podem enfrentar uma “morte” natural e prematura da inovação, devido a dificuldade de adaptação.

Vale reler a entrevista do Radar, “O desafio de se inovar a gestão”, com o Consultor Artur Tacla sobre modelos de gestão e liderança.

Empowerment: mentes livres inovam mais

Falando em autonomia, atualmente existem diversas organizações que já trabalham no conceito de empowerment ao pé da letra. Nos Estados Unidos, por exemplo, não são raras as empresas onde não há uma horizontalização muito grande na estrutura organizacional.

Com a redução das chefias excessivas (gerentes, supervisores, etc.), os profissionais passam a ter um maior empoderamento (empowerment), ou seja, suas responsabilidades aumentam, bem como a sua participação e poder de decisão. Nesse cenário, a colaboração passa a ser uma necessidade, e todos podem interagir para encontrar as melhores respostas para os problemas.

Um grande desafio para o gestor de inovação hoje é justamente essa capacidade de empoderar seus colaboradores de uma maneira que seja compatível com o negócio. Evidentemente, cada organização possui suas características e estão inseridas em ambientes externos distintos, no entanto, o que se percebe é que a capacidade de inovar está presente em qualquer tipo de negócio. Se, por um lado, o líder deve ser um articulador de redes para facilitar insights, o funcionário deve assumir o papel de protagonista, já que é ele quem percebe os processos e o resultado dos esforços da empresa na prática.

Riscos: o perigo da inércia e os riscos da inovação

Os riscos inerentes ao negócio talvez sejam um dos principais desafios para o gestor de inovação, principalmente quando nos referimos às grandes empresas. Muitas delas, inclusive, precisam passar por períodos de downsizing para que, logo em seguida, possam implementar uma reengenharia dos processos internos. Isso porque qualquer empresa vive um paradoxo quando o assunto é a inovação: se, por um lado, a incapacidade de se adaptar ao novo mercado acarreta a obsolescência da empresa, por outro, a inovação traz consigo os riscos do fracasso.

Em outras palavras, apesar de projetar diversos cenários futuros para que possa se manter competitiva no mercado, qualquer empresa ainda precisa gerar resultados no curto prazo, o que acaba pressionando não só os líderes, como também todos os outros colaboradores durante o processo.

A solução para esse problema já é muito comum em pequenas empresas, principalmente start-ups, e pode ser adaptada às grandes empresas: a estrutura em redes. Em vez de assumir uma estrutura organizacional interna rígida, que pode não se adaptar aos novos desafios, as organizações podem contar com parceiros ou a gestão fluída, na qual os colaboradores são alocados nos projetos temporariamente dependendo da demanda de competências, deste modo possibilitando maior flexibilidade e capacidade de adaptação da equipe e da empresa.

Incentivos: a hora de inovar é agora

Embora ainda existam diversas dificuldades enfrentadas para os gestores da inovação, é preciso ter a consciência de que, atualmente, muitas instituições privadas e públicas têm disponibilizado recursos diretos e  incentivos fiscais para as empresas que apostam em P&DI (Pesquisa, desenvolvimento e inovação). Como exemplo, podemos falar na Lei do Bem, elaborada pelo governo federal destinada à inovação tecnológica, ou, ainda, a Inovar Auto, disponível para o setor automobilístico. Se você não conhece a Lei do Bem, acesse estas perguntas frequentes.

Claro que, para conseguir aproveitar essas oportunidades, a empresa precisa estar preparada contábil e financeiramente para se adequar às exigências feitas pelos órgãos públicos, além de apostar de fato na pesquisa e no desenvolvimento, ou seja, possuir um portfólio de projetos de inovação.

Diante disso, muitas organizações já contam com grandes equipes ou consultorias especializadas em promover a inovação nas empresas, pois além do suporte interno, ou seja, no planejamento da estrutura da gestão de projetos, também podem ajudar na adaptação para a captação desses recursos.

Que outros desafios você encontra ao promover a inovação na sua empresa? Comente e deixe esse debate ainda mais rico!

 

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Comentários

2 comentários em “Os desafios dos gestores de inovação”

  1. Magno Araújo disse:

    Os gestores precisam estar atentos às necessidades de seus clientes (internos e externos) assim como de sua equipe, de forma que possam conjugar as ações para a inovação com os interesses e visões do grupo. Nesse contexto, cabe aos líderes motivar discussões criativas com a equipe sobre soluções para os desafios enfrentados por eles e pelos clientes, ou mesmo problemas ainda não percebidos, afunilando e investindo nas melhores ideias que, por fim, serão executadas pelo grupo. Dessa forma, ao buscar valor para todos os stakeholders, aumenta-se a chance de sucesso em qualquer ambiente, em especial, nos momentos de crise em que a alocação de recursos é ainda mais seletiva.

    1. Radar Inovação disse:

      Ótima pontuação Magno!

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